sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sustentabilidade e outros quetais



Hoje uma amiga postou esta foto no Facebook. Em plena Rio+20, durante a qual os ONGeiros vão deitar e rolar nos seus “blás blás blás” de sempre, que não levam ninguém a lugar nenhum, fui tomada de súbito pela vontade de comentar o seu post. Escrevi o seguinte (aqui o texto está enriquecido com vitaminas e sais minerais):

Minha campanha é para voltarmos aos anos 1950, talvez até 40, pois foi a II Grande Guerra que elevou os EUA ao status de superpotência. Teríamos, então, sacolas de papel gratuitas nos mercados (que ainda não eram super, muito menos hiper), leite e refrigerantes em garrafas de vidro, pão embrulhado naquele papel cinza e barbante de fibra natural etc. etc. etc. Tudo super ecológico.

Isso foi antes de a petroquímica ser endeusada através do seu menino-propaganda, o plástico! Mas, será que há 60 ou 70 anos não se pensava que o planeta é finito? Claro que sim. O ponto é que os Tios Patinhas de plantão àquela época jamais divulgariam essas ideias e informações para a população de mortais mundo afora. Afinal, o lema deles é “consumir cada vez mais para a geração de cada vez mais lucro”. Com isso, não é interessante para “eles” (os caras que mandam verdadeiramente no vil metal) que exista um mundo com menos gente em números absolutos. “Eles” precisam de muitos “consumidores” para que a “cadeia alimentar” se complete. Tão simples quanto isso.

Vale termos em mente, ainda, que essa não é uma ideia tão moderninha assim. No final do século XIX, a Inglaterra faria qualquer coisa para o Brasil abolir a escravidão. Por quê? Porque os milhares de escravos no Brasil eram consumidores em potencial, depois de quase um século de revolução industrial. O Brasil tinha de ter libertado seus escravos muito antes de 1888. Perder o bonde do tempo custou o trono à Dom Pedro II. Por conta disso, hoje estamos sujeitos àquele parlamento lá em Brasília. Olha aí a confusão armada.

Entenderam porque eu penso que esses clichês sobre reciclagem, sacolas plásticas etc. são parte de um grande engodo? Eu toquei em tantos temas diferentes e, no entanto, eles estão interligados. E ainda haveria muito mais a dizer, mas vou deixá-los em paz para refletir, que sempre é minha proposta maior.

2 comentários:

  1. Eliane, todo esse papo de sustentabilidade que fala-se mundo a fora não passa de uma nova era consumista com novos focos. Resta saber quem são os principais interessados (estão lá no chamado primeiro mundo, é claro) e qual será sua modalidade exclusiva de exploração das praças consumistas.

    Eu sou contra o uso de sacolas de papel, pois não temos no Brasil a cultura de separação do lixo nas residências e nem um sistema de coleta seletiva eficiente que recicle no mínimo 70% das sacolas que seriam utilizadas nos supermercados.

    Isso seria, a médio prazo, um prato cheio para as madeireiras e as indústrias de celulose, e o tiro sairia pela culatra quando pensarmos simultaneamente em sustentabilidade e meio ambiente. Não haverá tempo hábil para reflorestar e produzir papel na velocidade de sua utilização e consumo. A não ser que essa campanha seja realizada simultaneamente com a reeducação alimentar, a queda da demanda por carne bovina e utilização de pastos para o plantio de árvore... enlouqueci agora!! KKKK

    Primeiro o governo precisa arrumar a casa para depois implantar s mudanças.

    Boralá. Abraços!
    Adriano

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    1. Adriano, meu amigo, a resposta ao seu comentário acabou de se transformar num novo post. rsrs

      Abraços,
      Eliane Bonotto

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Tô só de olho em você...
Já ia sair de fininho sem deixar um comentário, né?!
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