sábado, 5 de outubro de 2013

O Melhor Recreio de Todos

Eu tenho amigos maravilhosos. Conhecemo-nos há mais de 40 anos. Dos tempos do colégio, quando ainda chamávamos de curso ginasial. Terminamos o colégio, fizemos vestibular, estudamos muito e, finalmente, entramos naquela coisa louca que é a rotina de quem trabalha muito, se casa, tem filhos e sofre de um mal chamado “falta de tempo”; e ainda dizemos que é a vida atual que é muito “corrida”.

Depois de tantos anos, a tecnologia deu aquele empurrãozinho que faltava para que pudéssemos nos reunir todos no mesmo dia, no mesmo local. Foi um reencontro raro e admirável. Reconhecer cada amigo que chegava num generoso abraço foi maravilhoso. A singularidade das nossas emoções fez com que já saíssemos do primeiro encontro pensando no segundo. E o segundo encontro foi mais gostoso ainda. É isso mesmo, gostoso, porque nossos encontros têm sabor, cheiro, arrepios, tudo a que temos direito.

Eu tenho um amigo lindo. Esse meu amigo descreveu com palavras doces e suaves cada sensação que, ontem à noite, voava vagarosamente pelo ar ao nosso redor. E deixou uma pergunta que teima em permanecer na minha mente. Como pudemos ficar tanto tempo sem nos reencontrar? A quem achar a resposta, convido a sentar-se ao meu lado numa nuvem cor-de-rosa de onde venho meditando sobre a questão.

Agora deixo com vocês as doces e suaves palavras do meu amigo, Sávio Hissao Uehara, um menino que sabe, como poucos, colocar no papel os sentimentos mais profundos e os mais superficiais também.

“Acabei de chegar em casa. Cansado, mas extremamente feliz. Mesmo assim, resolvi compartilhar agora o que seria feito mais tarde. A vontade é maior que o cansaço.

Hoje foi realizado o II Encontro da Turma 806 estendida. O local foi o excelente restaurante de frutos do mar “Capitania dos Copos”, cujo proprietário é o nosso querido amigo Carlos Brandão, que se superou como anfitrião. No final vocês saberão o porquê.

Compareceram Carmen Bonecker Chaves, João Henrique Dos Santos, Eliane Bonotto, Denise Xavier, Rubem Porto Jr, Antonio Casqueira "coruja", Dilma Penha Lopes Pavlidis, Vera Sá, Carlos Brandão, Amélia Mel Freitas, Inês, Marcos, Kátia e Sávio Hissao Uehara.

O mais legal de tudo isso é que mesmo os ausentes - acreditem - estavam bastante presentes e foram lembrados com alegria: Giulio Zappa, Dário, Graça, Marita, Marta, Margarita, Judy, Lucila, Márcia Said, Abílio, Sumaia, Ielca, Regina Lídia, Regina Nadaes, Andréa, Franci, Beatriz e Patrícia.

Deixei por último, de propósito, uma pessoa que é iluminada e muito querida por todos, mas que não pôde comparecer por problemas técnicos: falta de conexão wi-fi. Por óbvio estou a falar de Mema (Maria Noemia), que jamais faltará ao nosso encontro. Mema, você sempre fará muita falta, mas, como você tem luz própria, sempre repousará essa luz sobre nós. Um beijo no seu coração.

Uma pessoa que não canso de homenagear é a Carminha, que conheço há mais de 45 anos desde o tempo em que estudávamos na Escola Rotary, isso sem contar os outros: João Henrique, Márcia Said, Regina Lídia, Inês.... Mas por que homenageá-la? Porque ela foi importantíssima para o nosso reencontro. O Facebook pode ter facilitado, mas a Carminha, com seu carisma e o seu jeito singular, conseguiu contagiar a todos. De se perguntar: como pudemos ficar tanto tempo sem nos reencontrar?

A dupla Carminha/João, aliás, é impagável no seu humor refinado e inteligente.

A ideia do encontro mensal partiu da Carminha. Temia-se, no entanto, que pudesse haver desgaste com o tempo. Ah! Como ficamos contentes com o engano! A Carminha tinha razão e o II Encontro foi emocionante! E põe emoção nisso!

A noite foi memorável! Impossível relatar tudo. Algumas passagens são engraçadas, mas perderiam todo o encanto fora daquele contexto; outras, por óbvio, são impublicáveis....

A tônica, como sempre, foram as recordações do tempo de Lemos Cunha e de como éramos felizes. Infelizmente, não é possível ouvir e conversar com todos, até porque a conversação é simultânea. Mesmo assim, sempre atento, ouvi histórias que me fizeram emocionar, como por exemplo, a do Rubinho, na difícil escolha pelo magistério. Que relato sincero e lindo! Também foi comovente a lição de vida da nossa pequena guerreira Eliane; Verinha é outra referência. Não há como não admirá-la; pude bater longo papo com Amélia sobre tudo. Tenho a convicção de que a distância não será empecilho para os novos encontros.

O ponto alto do encontro veio no final! O Carlos providenciou o bolo para a aniversariante Denise. Logo após nós cantarmos o tradicional “parabéns...”, veio a surpresa. E que surpresa: ao acender a luz, Carlos aparece vestindo a camisa do Lemos Cunha, que ele mandou fazer, e começa a distribuir para todos igual camisa. Por essa ninguém esperava! Todos gritavam de alegria! Confesso que quase chorei. Era muita emoção. Se a recordação já nos levava a uma breve viagem no tempo, vestir aquela camisa era voltar, literalmente, para os bancos escolares do Lemos Cunha.

Estamos todos agradecidos ao Carlos. Ele teve a sensibilidade e o carinho de mandar confeccionar cada uma das camisas. Somente uma pessoa comprometida com o nosso ideal poderia ter a fantástica ideia. Ele lavou a alma de todos!

Alguém duvida que o III Encontro será melhor ainda?

Perdoem-me pelos eventuais equívocos gramaticais e de digitação, mas o sono impede-me de continuar.....

Beijo para todos,

Sávio”

Quis, com isso, compartilhar com todos o grande orgulho que tenho de ser uma ex-aluna do Colégio Capitão Lemos Cunha no Rio de Janeiro. É isso!

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